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A verdadeira história da colecção de clássicos encontrada num barracão em Portugal!

 

Já todos vocês devem conhecer esta  história um homem comprou uma quinta e ao abrir um dos barracões da propriedade deparou se  com um verdadeiro tesouro em forma de colecção de automóveis. As versões são variadas: um reformado Americano comprou uma quinta de um grande coleccionador alemão, mas também pode ser que algum anónimo tenha comprado a quinta de um coleccionador português que escondeu os carros e morreu sem contar o segredo, ou ainda um esconderijo de carros roubados.

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A verdade é que estas histórias circulam pela Internet há  pelo menos sete anos. Volta e meia algum site publica a notícia com alguma variação do tema, mas sempre com a mesma ideia: o felizardo comprador do imóvel que encontrou o tesouro deixado por um grande coleccionador.

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O barracão misterioso onde a coleção teria sido “escondida” pelo grande colecionador

Acontece que esta história e todas as suas variações, não passam de lendas urbanas. Nenhum reformado americano comprou uma quinta em Portugal ou na Alemanha, nenhum coleccionador escondeu os carros, nem morreu sem contar seu segredo. Na verdade, o que aconteceu é exactamente o contrário: a quinta ainda pertence à mesma pessoa, assim como os carros, e o dono disso tudo está tão vivo quanto eu e tu.

Mas como é que esta lenda urbana começou?

Na manhã de Janeiro de 2007, uma empresa portuguesa especializada em carros antigos chamada Interclássico publicou no seu site 68 fotos de um barracão misterioso, sem identificação nem localização divulgados, que abrigava uma colecção de carros clássicos.

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As fotos foram tiradas por Manuel Menezes Morais numa visita à propriedade de Antônio Ferreira de Almeida, um coleccionador de clássicos que estava a negociar alguns carros com o secretário-geral do Automóvel Clube Português Clássicos, Luís Cunha. Menezes Morais foi convidado por Cunha o acompanhar, mas como as negociações não evoluíram, a dupla pediu ao coleccionador que pelo menos autorizasse a publicar as fotos no seu site. Ferreira de Almeida permitiu mas exigiu que a sua identidade e a localização da colecção fossem mantidos em sigilo.

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Os coleccionadores e entendidos em clássicos imaginaram logo que se tratava de um tesouro esquecido, considerando que os clássicos ainda usavam as placas do sistema português adoptado entre 1937 e 1992, com duas letras e quatro números separados em pares. Por isso, no fim da manhã, Luís Cunha acabou “atropelado” por uma avalanche de lchamadas e mensagens de todo o mundo interessados na colecção. Perante isto, Ferreira de Almeida tentou solucionar o problema da forma mais fácil pediu que as fotos fossem removidas do site.

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Mas todos nós sabemos como é a Internet “uma vez na Internet para sempre na Internet” Basta alguns minutos no ar para que o conteúdo em questão se espalhe de forma viral pela rede, e foi exactamente o que aconteceu com as fotos da colecção de Ferreira de Almeida.

Acontece que as fotos têm os ingredientes perfeitos para uma história fantástica: um barracão desconhecido recheado com uma colecção de carros antigos tão impressionante quanto a camada de pó sobre eles. Onde estaria aquela colecção misteriosa? Por que aquelas preciosidades sobre rodas estavam naquele estado? Quem teria descoberto esse tesouro?

Nessa hora, a necessidade humana de encontrar explicações para tudo somada àquele desejo de encontrar um tesouro perdido que todos nós temos em algum canto das memórias de infância resultaram numa série de versões para tentar explicar o segredo de três homens. Assim surgiu a versão do reformado americano que comprou uma fquinta em Portugal e encontrou o barracão com as portas “soldadas” escondendo a incrível colecção e várias outras versões que até hoje se arrastam pela Internet e se propagam com uma velocidade maior que a de todos os carros juntos.

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Todas as versões são falsas,  a colecção (e a quinta) ainda pertencem a António Ferreira de Almeida, que hoje tem 65 anos, e começou a comprar os carros em 1971. Os primeiros da colecção foram um Overland 1922 conversível e um Durant 1929. Mais tarde, entre 1979 e 1985, quando os preços dos clássicos começaram a subir,  passou a comprar quase um carro por mês. Assim, Almeida chegou a 400 carros, que manteve todos estes anos conservados dentro de um barracão. Ainda em 2007 ele e o filho, Lourenço, decidiram esclarecer tudo. O filho formado em marketing, acha que é possível tirar proveito dessa publicidade mundial e por isso começaram a vender a colecção que já estava a se tornar cara de manter.

A quinta fica na região de Santarém. O barracão já não tem os 400 carros  mas sim 230 carros que, segundo o próprio Almeida, são mantidos empoeirados para preservar a pintura da humidade.

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hjkf por tiagonp88

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