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Porque não deve acelerar a fundo com uma mudança alta e baixas rotações


Atendendo aos benefícios em termos de redução de consumos, é comum aos condutores deixarem o carro rolar a baixas rotações com uma relação de caixa mais alta engrenada. Quando é preciso retomar o ritmo mais adequado e o acelerador vai a fundo, o sintoma é quase sempre o mesmo: uma maior demora nas respostas e um ganho lento de velocidade até que o motor volte a ficar na faixa ideal de rotações.

Além disso, esses dois efeitos podem ser ainda acompanhados de maiores vibrações e de maior ruído, algo que tem uma explicação natural pela própria conceção técnica dos motores, que são feitos para trabalhar em faixas de rotações ideais e não em esforço.

Embora se considere que circular numa relação de caixa alta a baixas rotações é a forma mais eficaz e eficiente de poupar combustível ao volante, o que até é uma asserção real, quando obriga o motor a ganhar velocidade partindo de baixas rotações numa mudança mais alta está a ‘estragar’ não só esse propósito, mas acrescenta ainda um desgaste suplementar do motor.

Na prática, imaginando uma estrada plana e com pouca carga no motor, rodar em 5ª ou 6ª com o ponteiro das rotações pouco acima das 1.000 rpm é mais eficiente, poupando nos consumos, mas o caso muda de figura quando, sem recorrer à caixa, coloca o pedal do acelerador a fundo ou a estrada começa a subir.Aí, o consumo aumenta exponencialmente e por mais tempo, uma vez que atingir a velocidade ideal vai levar mais tempo, ao mesmo tempo que as vibrações ganharão maior evidência.Qualquer desgaste que possa ocorrer ao nível mecânico não é imediato, podendo suceder apenas ao cabo de uso continuado desta prática por vários anos. A maior carga a que o motor fica sujeito pode ser prejudicial para os elementos da caixa de velocidades, sobretudo.Obrigar o motor a esse esforço suplementar (quando bastaria recorrer à caixa de velocidades para colocar uma mudança mais adequada para o ritmo que se pretende) não é, assim, a melhor forma de conduzir.Naturalmente, estas circunstâncias variam de carro para carro e consoante a tipologia do mesmo, havendo diferenças entre os motores atmosféricos e turbo, gasolina e Diesel, sendo estes últimos geralmente mais ‘carregados’ no binário a baixas rotações.Em jeito de conclusão, sempre que tiver estrada ‘livre’ e sem grandes desníveis, pode optar mesmo pela combinação de relação de caixa alta e rotações baixas para uma velocidade que se preveja constante. Mas, caso queira acelerar depressa, recorra à caixa de velocidades e reduza para a mudança mais adequada. Obviamente, os carros com caixa automática não obrigam a estas preocupações.

Fonte:Motor24

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