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Há 10 anos, a Subaru chocou o Mundial de Ralis. E se voltasse?

Se a notícia do abandono da equipa oficial da Suzuki uns tempos antes, em 2008, foi recebida com enorme desconforto por parte da família do Mundial de Ralis, a da retirada da formação da Subaru teve o impacto de uma autêntica onda de choque.

Com Petter Solberg e Chris Atkinson a já terem sido dados como certos na equipa de 2009 e a própria Prodrive a anunciar a inscrição da equipa Subaru WRT no Mundial de Marcas dois dias antes da ‘bomba’ rebentar, nada fazia prever que a equipa criada pela Fuji Heavy Industries e assistida no terreno pela Prodrive abdicasse do Mundial de Ralis e de forma tão abrupta.

Tal como aconteceu com a Suzuki, a grave crise económica que o mundo atravessava em 2008, serviu de suporte à decisão, mas a verdade é que existiram outras motivações por detrás da retirada. Sendo verdade que o contrato entre a Fuji Heavy e a Prodrive, que devia continuar até ao final de 2009, não tinha sido renovado a meio da temporada de 2008, altura em que estava previsto sê-lo, depois, a relação entre a STI, o departamento de competição da Fuji Heavy, e a Prodrive atingiu o seu mais baixo nível de sempre devido à falta de resultados dos Impreza oficiais nos últimos anos. Por diversas vezes, a STI não escondeu estar à procura de um novo parceiro para liderar o seu programa internacional, ideia que acabou agora também por abdicar.

Política à parte, a verdade é que decisão que colocou termo a uma ligação de 20 anos foi uma grande perda. A Subaru World Rally Team criou verdadeiros campeões como Colin McRae e Richard Burns e a sua ausência foi sentida um pouco por todo o mundo dos ralis. Na altura, ficou em aberto a possibilidade da Subaru regressar em 2010 com as novas regras do WRC, mas como bem sabemos, não foi esse o caminho, a Prodrive ‘virou-se’ para a MINI, onde as coisas ainda correram pior, como bem, infelizmente para os portugueses, como bem nos lembramos…

Petter Solberg deu sequência à sua carreira, mas esteve três anos com a sua própria equipa como privado, a Petter Solberg WRT, antes de rumar à equipa oficial da Ford/M-Sport em 2012, onde só esteve um ano. Depois disso, só voltou ao WRC no recente Rali da Catalunha, na estreia do VW Polo GTI R5.

Chris Atkinson não arranjou lugar em 2009, correu com a Proton em 2010 e 2011, fez cinco provas com a MINI, em 2012, e desde aí só foi visto no WRC uma vez na Austrália.

Quanto à Subaru, continua a fazer sonhar os adeptos do WRC. Existem rumores, mas muito ténues, que a marca pode estar a desenvolver um novo hatchback, para o segmento B europeu, e com ele regressar mais tarde ao WRC, repetindo a receita que colocou a Subaru no mapa. Os ralis!

É verdade que a marca está há muito em queda na Europa, queda essa que começou com a saída do WRC. Olhando para o exemplo da Toyota e do que está a conseguir com o Yaris, os responsáveis da Subaru podem estar a pensar no mesmo. Mas pensar é fácil. O problema são os custos que os ralis ao mais alto nível encerram.

Logicamente que a estratégia das marcas é importante nas decisões que fazem quanto aos seus departamentos de desporto motorizado, mas se fosse fácil não existiam só quatro construtores no WRC…

Fonte: MOTOR24

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