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Pistões opostos podem salvar os motores de combustão?

Abandonado pela generalidade da indústria automóvel na década de 1940, a tecnologia dos motores de pistões opostos pode ser agora a solução de futuro para os motores de combustão, segundo nos conta uma reportagem à Achates Power.

A Wired publicou há algum tempo no seu canal de youtube uma interessante reportagem que nos traz de volta uma antiga tecnologia que pode agora renascer para garantir o futuro dos motores de combustão interna. Esta é uma solução que pode ser importante, já com apoio de alguns fabricantes, pois surge num momento em que se anuncia que brevemente os elétricos podem ser a força dominante. A ideia agora apresentada surgiu da empresa Achates Power, que quer trazer de volta os motores de pistões opostos.

Por problemas com eficiência e poluição, esta tecnologia de motores de dois tempos foi abandonada nos anos 40, mas a ideia é recuperar o conceito e otimiza-lo com as inovações dos tempos modernos. Porque, segundo indicam os responsáveis da Achates Power, embora seja um desafio maior do ponto de vista da engenharia, ele é mais fácil de fabricar e tem menos componentes.

Como o próprio nome indica, o motor de pistões opostos utiliza dois pistões em cada cilindro, movidos com recurso a duas cambotas colocadas nas extremidades. Uma das vantagens apontadas é que não necessita de válvulas para controlar a admissão e saída de ar da câmara de combustão, ao contrário do que ocorre com os blocos tradicionais. Para uma explicação mais específica do funcionamento, recorremos agora a um vídeo recentemente lançado, da Engineering Explained, que apresenta de forma muito clara o design deste motor de dois tempos desenvolvido pela empresa americana, com dados específicos para valores importantes como a eficiência térmica. Que fica consideravelmente acima dos 40% nos mais eficientes motores utilizados pela indústria automóvel na atualidade.

Embora afirme que esta tecnologia poderá demorar alguns anos até regressar aos automóveis ligeiros de passageiros (mas mais cedo em veículos pesados), a Achates Power acredita que este conceito dos motores de pistões opostos pode garantir uma eficiência superior em 30%, a que junta vantagens adicionais para os consumos como o peso inferior. E, pela facto de ser mais pequeno do que a generalidade dos motores atualmente utilizados pela indústria, é também considerado como uma solução viável para os híbridos. Aparentemente esta é uma ideia com futuro, pois a Engineering Explained afirma que nove fabricantes já assinaram contratos de parceria com a Achates, estando mesmo um deles já a desenvolver a maquinaria necessária para o fabrico em série deste propulsor.7

Fonte:Motor24

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